Por que usar pouco óleo, gorduras, sal e açúcar nas refeições?

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Quando damos nossos primeiros passos na cozinha é inevitável salgar algum prato ou deixar ele muito gorduroso com excesso de óleo ou gorduras vegetais e animais, certo? Aos poucos vamos “acertando a mão”, como dizem nossas avós, e deixando tudo com o sabor certo e do jeito que a gente gosta. Porém, é importante sempre alertar que excessos, especialmente de sal, açúcar, óleos e gorduras, não fazem nada bem. Se você prefere pratos bem mais salgados que o comum, é bom reavaliar seus hábitos alimentares, hoje, para não ter problemas no futuro.

A preocupação com os excessos devem fazer parte de nossa rotina. Além disso, devemos também nos preocupar com as porções, mesmo que consideremos moderadas, principalmente do sal. Tendo essa preocupação em mente, o blog da Hortie traz, hoje, as explicações do “Guia Alimentar para a população brasileira” sobre o porquê devemos consumir pouco óleo, sal, gorduras e açúcares.

Uma questão de saúde e não de sabor

Óleos, gorduras, sal e açúcar são produtos alimentícios com alto teor de nutrientes cujo consumo pode ser prejudicial à saúde: gorduras saturadas (presentes em óleos e gorduras, em particular nessas últimas), sódio (componente básico do sal de cozinha) e açúcar livre (presente no açúcar de mesa). O consumo excessivo de sódio e de gorduras saturadas aumenta o risco de doenças do coração, enquanto o consumo excessivo de açúcar aumenta o risco de cárie dental, de obesidade e de várias outras doenças crônicas.

Além disso, óleos, gorduras e açúcar têm elevada quantidade de calorias por grama. Óleos e gorduras têm 6 vezes mais calorias por grama do que grãos cozidos e 20 vezes mais do que legumes e verduras após cozimento. O açúcar tem 5 a 10 vezes mais calorias por grama do que a maioria das frutas.

Entretanto, dado que o sal, óleos, gorduras e açúcar são produtos usados para temperar e cozinhar alimentos, seu impacto sobre a qualidade nutricional da alimentação dependerá essencialmente da quantidade utilizada nas preparações culinárias.

É verdade que esses produtos tendem a ser bastante acessíveis, tanto porque podem ser estocados por muito tempo, como porque, em geral, não são caros. Isso pode favorecer o uso excessivo. Mas, utilizados com moderação e apropriadamente combinados com alimentos in natura ou minimamente processados, permitem a criação de preparações culinárias variadas, saborosas e ainda nutricionalmente balanceadas.

 

Você sabia?

Excesso de sal: O consumo diário de sódio recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 2.000 mg, o que equivale a 5g de sal por dia (1 colher de chá), enquanto no Brasil o consumo de sal é de aproximadamente 12 gramas per capita ao dia. Um dos principais colaboradores para esse excesso no consumo de sódio é a refeição realizada fora do lar.

Açúcar tem limite: A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2003) recomenda que na dieta diária o consumo de açúcares livres (açúcar de mesa e açúcar adicionado aos alimentos processados) não deve ultrapassar 10% do valor energético total. Essa recomendação significa uma redução de pelo menos 33% do consumo atual da população brasileira.

 

Fontes

Guia Alimentar para a População Brasileira” (Ministério da Saúde)
Guia de Boas Práticas Nutricionais: Restaurantes coletivos” (Anvisa)

 

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