Dez passos para uma alimentação saudável para crianças até 2 anos

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Quem é que não se derrete com o sorriso e a risada de um bebê? Apesar de ser a fase mais fofa da vida, cuidar de um recém-nascido até seus dois primeiros anos de idade não é uma tarefa nada fácil.

Nessa hora vem recomendações de todos os lados: do médico (sem dúvida a mais importante), das amigas do trabalho, das avós, vizinhas, tias, primas… então por que não ter algumas recomendações indicadas pela Hortie também? Não! Não estamos querendo ser mais um a ficar pentelhando e dando palpite, queremos apenas ajudar as mães a conhecer melhor a importância do leite materno e da alimentação adequada para as crianças até dois anos.

Selecionamos abaixo o conteúdo de dois materiais muito interessantes dos Ministério da Educação e da Saúde sobre este tema. O primeiro é da apostila “Alimentação e Nutrição”, que apresenta algumas características da alimentação nessa fase da vida; já o segundo é uma cartilha com “Dez passos da Alimentação saudável de crianças brasileiras menores de dois anos”.

O primeiro ano

As práticas alimentares no primeiro ano de vida são muito importantes na formação dos hábitos alimentares da criança. Nos primeiros seis meses, espera-se que a criança receba exclusivamente o leite materno ou retarde o máximo possível o consumo de novos alimentos. A partir dos seis meses de vida, outros alimentos devem ser acrescentados paulatinamente na alimentação da criança, pois só o leite materno não satisfaz mais as necessidades de nutrientes da criança. Nessa etapa, são recomendadas duas papas de fruta e duas papas salgadas ao dia. O leite materno pode ser oferecido nos intervalos das refeições principais.

Dez passos para uma alimentação saudável para crianças com até 2 anos

Segundo o Ministério da Saúde, pesquisas demonstram que muitas crianças deixam de ser amamentadas nos primeiros meses de vida e recebem alimentos não saudáveis ao invés dos alimentos caseiros e regionais. Essas escolhas prejudicam a formação de hábitos alimentares saudáveis e podem favorecer o aparecimento de doenças, ainda na infância, como obesidade, pressão alta e diabetes.

Por conta desta realidade, a Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e a IBFAN Brasil elaboraram um material com os “Dez passos para uma alimentação saudável para crianças brasileiras menores de dois anos”. As orientações têm o objetivo de auxiliar as famílias brasileiras quanto às escolhas alimentares saudáveis, higiene, preparo adequado dos alimentos e explicar dúvidas mais comuns sobre a alimentação no dia a dia das crianças. Vamos resumir, abaixo, os dez passos, mas indicamos a leitura do material completo sem deixar de realizar o acompanhamento do pediatra de seu bebê, combinado?

blog-Hortie-leite-materno.jpgPasso 1: Dê somente leite materno até os 6 meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento.

O leite materno contém a quantidade de água sufi ciente para as necessidades do bebê, mesmo em climas quentes e secos. É importante estar numa posição confortável ao amamentar e descanse o máximo que puder.

 

Passo 2: A partir dos 6 meses, introduza de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os 2 anos de idade ou mais

No inicio, a criança pode rejeitar as primeiras ofertas, porque tudo para ela é novidade (a colher, o sabor e a consistência do alimento). Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar no peito até os dois anos ou mais. O leite materno continua alimentando a criança e protegendo-a contra doenças.

blog-Hortie-frutas-bebesPasso 3: Após 6 meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia, se a criança estiver em aleitamento materno.

Se a criança mama no peito, ao completar 6 meses ofereça: 2 papas de frutas e 1 papa salgada. Ao completar 7 meses, ofereça: 2 papas de frutas e 2 papas salgadas. Ao completar 8 meses, a criança já pode receber a alimentação básica da família desde que não sejam utilizados temperos industrializados, excesso de sal, pimenta, alimentos gordurosos como bacon, banha, linguiça, entre outros. A papa salgada deve conter um alimento de cada grupo: legumes e/ou verduras, cereal ou tubérculo, feijões e carne ou vísceras ou ovo.

Passo 4: A alimentação complementar deve ser oferecida de acordo com os horários de refeição da família, em intervalos regulares e de forma a respeitar o apetite da criança.

É importante distinguir os sinais de fome de outras situações de desconforto da criança, como sede, sono, frio, calor ou fraldas sujas. Procure oferecer os alimentos de maneira regular, mas sem rigidez de horários e os intervalos entre as refeições devem ser fixos.

Passo 5: A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher. Começar com consistência pastosa e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família.

No início, os alimentos complementares devem ser especialmente preparados para a criança. Os alimentos devem ser cozidos em água sufi ciente para fi carem macios, ou seja, deve sobrar pouca água na panela. Não bata os alimentos no liquidificador, para que a criança possa experimentar novas consistências, sabores e cores e aprenda a mastigar.

blog-Hortie-alimentacao-colorida.jpgPasso 6: Ofereça à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida.

Ofereça duas frutas diferentes por dia, selecionando as frutas da estação principalmente as ricas em vitamina A, como as amarelas ou alaranjadas e que sejam cultivadas localmente. Para que o ferro presente nos vegetais folhosos e feijão seja melhor absorvido, eles devem ser consumidos com algum alimento rico em vitamina C (exemplo: limão, acerola, tomate, goiaba, laranja) e carnes. As carnes também aumentam a absorção do ferro dos outros alimentos.

Passo 7: Estimule o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições.

Se a criança recusar um alimento, ofereça novamente em outras refeições. Para aceitar um novo  alimento a criança precisa experimentá-lo, pelo menos de 8-10 vezes. No primeiro ano, evite oferecer os alimentos misturados para que a criança tenha a oportunidade de conhecer os novos sabores e texturas.

Passo 8: Evite açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Use sal com moderação.

Escolha frutas que não precisam ser adoçadas (Exemplo: laranja, caju, maçã, pera, mamão, banana, melancia, goiaba, manga). Não deixe a criança pequena “experimentar” de tudo, como por exemplo, iogurtes industrializados, macarrão instantâneo, bebidas alcoólicas, salgadinhos, refrigerantes, frituras, cafés, embutidos, enlatados, chás e doces.

Passo 9: Cuide da higiene no preparo e manuseio dos alimentos. Garanta o seu armazenamento e conservação adequados.

Lavar as mãos em água corrente e sabão antes de preparar e oferecer a alimentação para a criança. Manter os alimentos sempre cobertos. Não oferecer à criança sobras de alimentos da refeição anterior

Passo 10: Estimule a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.

Se a criança mama só no peito, aumente a frequência das mamadas. Ofereça os alimentos que a criança preferir, desde que sejam saudáveis. Se a criança estiver com febre ou diarreia ofereça líquidos mais vezes por dia. Esses líquidos devem ser oferecidos após as refeições ou nos intervalos.

 

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